Era pra isso ter sido postado no dia das crianças, mas foi esquecido, digamos. Enfim, abaixo uma fanfic/desabafo.
- Can’t Stand Loosing You
((Prólogo – 3ª pessoa))//Ela senta em um dos lados de sua cama, na televisão ligada aquela VJ chata – Penélope ou algo do tipo – falando para um gay qualquer virar macho e pegar o outro cara de uma vez por todas. Do caderno de anotações caem duas folhas com trechos de músicas, a chave tranca a porta. “Mas você dá?” risos fazem-se ouvir do quarto, a garota então abaixa o volume do televisor e leva o grafite em encontro ao papel, não sem antes fitar o outro lado de sua cama de casal arrumado, porém desocupado.
((Capítulo Único – 1ª pessoa))//Eu sei que tenho sido uma pessoa completamente irritante, não é? Pois é. Mas, bem… Isso é algo que não sai da minha cabeça, eu queria poder sentar e conversar contigo, mas colocar tudo para fora num papel talvez seja a única outra maneira de afastar isso de minha mente.
Eu tenho certeza que se eu visse uma estrela cadente, eu provavelmente pediria que você estivesse por perto, que eu ainda pudesse ao menos ter seu abraço para me confortar e fazer com que eu sorrisse, como sempre fez.
Lembra-se de quando você pediu para que eu repetisse aquele beijo em seu queixo? E de como depois que eu neguei, você me beijou? Talvez aquele tenha sido um dos melhores dias dentre os cento e noventa que eu passei ao seu lado, e você ao meu.
Aw, céus! Você tinha uma maneira tão irritantementeperfeita de quebrar aqueles momentos melosos. Eu adorava o modo como você pedia que eu preparasse algo para você comer enquanto estávamos deitados em nossa cama ou no chão da sala. Eu sempre ia, e você ia atrás de mim.
O seu sorriso era algo impagável. E como eu me esforçava para manter aquele sorriso em seu rosto! Os seus abraços eram tudo o que eu precisava para sorrir e continuar com a cabeça erguida. O modo como você me pedia para não chorar, e até mesmo, o modo como você ria quando eu lhe fazia cócegas me fazem cócegas.
Todas aquelas dificuldades para nos encontrarmos tornou todos os dias que passávamos jundos dias preciosos. E, mesmo com pouco tempo, você sempre arrumava um meio de aparecer e me pegar no colo, dizendo que estava com saudades e que estava tudo bem, e fazia com que eu me sentisse a pessoa mais especial do mundo.
E então veio o Max e a nossa Ash. E eles são perfeitos, e são só nossos. Aw! Como eu queria que você pudesse vê-los crescer, pequeno. Hoje o Max, quando eu fui lhe entregar seu presente de dia das crianças, veio me perguntar aonde você estava, e eu olhei para a Ash, como se me perguntasse se ela também queria saber o mesmo, ela apenas sorriu. Então eu lhes disse que o papai havia ido embora, e que provavelmente não iria voltar. Eu vi lágrimasse formando nos olhinhos deles, enquanto elas já haviam se formado nos meus, e eu lhes disse que você sempre estaria conosco em nossos corações. Eles sorriram.
Agora seu presente de dia das crianças – sua guitarra – repousa encostada na parede ao lado da porta de nosso quarto. algumas peças de roupas que pertencem à você estão caídas ao lado de meu travesseiro, sua roupa do dia primeiro, em que completamos seis meses. Lembra, amor? Eu trouxe-as para cá e durmo agarrada à elas, aspirando seu perfume. Aw! Como eu sinto sua falta. Às vezes eu começo a me lembrar de tudo e aí eu percebo – cada vez com mais certeza – o quanto eu quero você aqui comigo.
Todos meus planos e esquemas foram perdidos como sonhos esquecidos quando você apareceu, parece que tudo que eu fazia era esperar por você. – o relógio agora badala, anunciando a meia-noite – Eu tenho caído e eu não consigo, sozinha, manter minha cabeça erguida. Fique comigo, é tudo que eu preciso, por favor. Cante-me uma música e eu a cantarei de volta para você. Esse coração só bate por você, meu coração é seu, pequeno.
Pode ser que você simplismente dê de ombros para o que está escrito aqui, mas eu preciso, ao menos, saber que eu levei tudo o que eu sinto ao seu conhecimento, e que eu lhe falei tudo o que eu queria e precisava lhe falar.
Talvez este seja o último adeus, e talvez você nem queira mais me ver, ou nem sequer se importe. Eu queria que você estivesse aqui hoje para ver o Max se divertir com sua bateria de brinquedo, e a Ash rolar pelo chão, abraçada com sua zebrinha de pelúcia nova. Eu queria poder deitar minha cabeça em seu peito e assistir às crianças brincarem, eu queria ter podido cochilar em seus braços. Eu amo você, e eu sinto sua falta… Você não faz idéia.
((Epílogo – 3ª pessoa))//Ela termina o texto com algumas lágrimas escorrendo pelo rosto; algumas caem sobre o papel, dificultando a leitura das marcas de grafite no mesmo. A aliança, ainda em seu dedo, é tocada a cada minuto e a garota termina a carta com um poema, somado de quatro palavras, a data e a sua assinatura:
“Sinto falta de seus braços tatuados, e de sua respiração contra meus lábios.De quanfdo você segurava minha mão, de sentir o toque suave da ponta de seus dedos. Sinto falta de seu beijo suave e gentil, contra meu pescoço e corpo. Sinto falta do toque de suas mãos geladas, e de como seus braços se abriam para mim. sinto falta da maneira que você sorria, e da maneira que olhava em meus olhos. Eu sinto sua falta enquanto você não está, pois uma parte de mim morre.
Serei sempre sua, pequeno. 12/Out/2007; Annie”
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Eu li tudo >:B
Até ia corrigir a ortografia, mas deixa queto. Por uns instantes eu diria que fiquei tocado, até que a janelinha do Henrikki piscou do nada e eu lembrei que era eu.
Ahn… Sim, eu tinha que estragar o zero comentários.
E é isso.
C ya. ;*
Comentário por Saad :D — Novembro 2, 2007 @ 1:24 am
Achei perfeita essa fanfic. Emocionante. Tocante. Sensível. Linda. ♥ Parabéns, e obrigada.
Comentário por Bia — Maio 2, 2008 @ 12:36 pm